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Qual a LORE de Control? Parte 1 — Jesse Faden, Ordinary, Polaris, Hiss e o final explicado

De Ordinary à Casa Antiga: entenda a história completa de Jesse e Dylan Faden, a origem da invasão do Hiss, Polaris, Hedron, Trench e o verdadeiro significado do final de Control.

Gennesys

Fundadora & Diretora Editorial

Atualizado há pouco
11 min de leitura
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Qual a LORE de Control? Parte 1 — Jesse Faden, Ordinary, Polaris, Hiss e o final explicado
Jesse Faden entra na Casa Antiga procurando Dylan e termina a história como Diretora da organização que o levou.Fonte: Remedy Entertainment

AVISO: este artigo contém spoilers completos de Control.

Control começa como uma história de busca. Jesse Faden chega a um prédio aparentemente comum em Nova York procurando respostas sobre o desaparecimento de seu irmão, Dylan. Só que, em poucos minutos, essa busca pessoal se transforma em algo muito maior: Jesse entra na sede de uma agência secreta que estuda fenômenos paranormais, encontra o diretor morto e acaba escolhida para ocupar o lugar dele.

Para entender por que isso acontece, porém, precisamos voltar muitos anos antes da chegada de Jesse à Casa Antiga.

Jesse e Dylan Faden: tudo começa em Ordinary

Jesse e seu irmão mais novo, Dylan Faden, cresceram na pequena cidade de Ordinary, no Maine. Em 2002, quando ainda eram crianças, eles encontraram um objeto aparentemente banal: um projetor de slides. O aparelho, porém, não era normal. Cada slide correto funcionava como uma porta para outra realidade.

O projetor era aquilo que o Federal Bureau of Control mais tarde classificaria como um Objeto de Poder, um objeto cotidiano ligado a forças paranormais e capaz de produzir efeitos que desafiam as regras conhecidas da realidade.

Jesse e Dylan começaram a explorar os mundos acessíveis pelo projetor. Um deles se tornaria especialmente importante: uma dimensão na qual eles encontraram uma presença que Jesse passou a chamar de Polaris.

Polaris não era apenas uma amiga imaginária

Desde a infância, Jesse percebe Polaris como uma presença dentro de sua mente. Para qualquer pessoa de fora, isso poderia parecer uma amiga imaginária ou uma voz criada para lidar com o trauma. O jogo, entretanto, deixa claro que Polaris é uma força paranatural real, ligada a uma frequência ou ressonância capaz de proteger Jesse de outras influências.

É justamente essa proteção que se torna fundamental quando o projetor abre caminho para acontecimentos cada vez mais perigosos em Ordinary.

Uma das dimensões acessadas pelas crianças continha uma entidade que mais tarde seria chamada pela FBC de Hedron. A ressonância associada a Hedron é a mesma frequência que Jesse identifica como Polaris — embora a relação exata entre Polaris, Hedron e a própria Jesse seja mais complexa do que simplesmente dizer que são a mesma criatura.

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O Evento de Mundo Alterado de Ordinary

O uso do projetor culminou no Ordinary AWE, um Evento de Mundo Alterado de enorme proporção. A cidade praticamente deixou de existir como uma comunidade normal, e o caso chamou a atenção da FBC.

A agência chegou a Ordinary para investigar o desastre, recolheu o projetor e encontrou Dylan. Jesse conseguiu escapar.

Esse momento define a vida dos dois irmãos. Dylan é levado pela FBC e desaparece do mundo exterior. Jesse passa os anos seguintes procurando por ele, enquanto é observada à distância pelo próprio Bureau.

O que é a FBC?

A Federal Bureau of Control é uma agência secreta do governo dos Estados Unidos dedicada a investigar, estudar e conter fenômenos que não obedecem às leis normais da realidade.

Esses fenômenos aparecem de várias formas. Existem os Altered Items, objetos alterados por forças paranormais; os Objects of Power, objetos especialmente poderosos que podem ser ligados a indivíduos; os AWEs, eventos em que forças paranormais alteram uma região ou grupo de pessoas; e os Thresholds, pontos em que outras dimensões invadem ou se conectam à nossa.

A FBC tenta colocar burocracia em cima do inexplicável. Ela cria formulários, departamentos, protocolos de contenção e relatórios para coisas que muitas vezes sequer podem ser compreendidas completamente.

A Casa Antiga

A sede da FBC é a Oldest House, ou Casa Antiga, localizada em Manhattan. Por fora, ela parece um enorme monólito brutalista. Por dentro, é uma entidade espacial impossível.

Corredores mudam de lugar. Salas surgem e desaparecem. Setores inteiros podem se reorganizar. Dimensões externas atravessam o prédio através de Thresholds. A Casa Antiga não é apenas o cenário de Control: ela própria funciona como uma força paranormal.

Ela também parece esconder sua existência de pessoas que não sabem exatamente o que procurar. Jesse consegue encontrá-la porque está sendo conduzida até lá.

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Jesse entra na Casa Antiga

Em 29 de outubro de 2019, Jesse finalmente chega ao prédio. A FBC está praticamente em silêncio. Logo no início, ela encontra o Diretor Zachariah Trench morto em seu escritório, aparentemente após cometer suicídio com a Service Weapon.

Quando Jesse pega a arma, ela é transportada para o Astral Plane, um espaço associado a uma entidade conhecida como The Board.

The Board se comunica através de mensagens fragmentadas e contraditórias. Ele está ligado à Service Weapon, aos Objects of Power e à posição de Diretor. Ao sobreviver ao ritual da arma, Jesse é reconhecida como a nova Diretora da FBC.

Ela chegou procurando o irmão e, sem pedir pelo cargo, passa a comandar uma organização paranormal em pleno colapso.

O Hiss tomou o Bureau

A Casa Antiga foi invadida por uma ressonância hostil que a FBC chama de Hiss. Funcionários contaminados flutuam pelo prédio repetindo uma espécie de encantamento. Outros são transformados em combatentes agressivos e criaturas deformadas.

A principal proteção contra a influência do Hiss são os Hedron Resonance Amplifiers, ou HRAs, dispositivos desenvolvidos pelo Dr. Casper Darling a partir da ressonância descoberta em Hedron.

Jesse não precisa de um HRA. Polaris já a protege.

Emily Pope, Arish, Marshall e Darling

Ao explorar a Casa Antiga, Jesse encontra sobreviventes que ajudam a reconstruir o que aconteceu. Emily Pope se torna uma das principais aliadas científicas de Jesse. Simon Arish representa a segurança e os agentes que ainda tentam manter o Bureau funcionando. Helen Marshall, chefe de operações, conduz parte da resistência contra o Hiss.

Já o Dr. Casper Darling está ausente. Sua presença permanece espalhada pelo prédio através de gravações, vídeos educativos e registros de pesquisa.

É através do trabalho de Darling que Jesse começa a entender Hedron, Polaris e o verdadeiro perigo da invasão.

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Dylan não era apenas um prisioneiro

Quando a FBC levou Dylan de Ordinary, ela não o tratou simplesmente como uma criança resgatada. O Bureau viu nele um possível candidato para se tornar Diretor.

Dylan recebeu a designação Prime Candidate 6 — P6. Ele cresceu dentro da organização, submetido a testes, observação e treinamento. A infância roubada e a forma como foi tratado alimentaram sua raiva contra a FBC.

Quando Jesse finalmente encontra Dylan, ele já está contaminado pelo Hiss. E, ao contrário de muitos infectados, parece manter parte de sua consciência. Ele fala com Jesse, provoca o Bureau e sugere que o Hiss lhe ofereceu uma espécie de liberdade.

O Projetor de Slides voltou a ser usado

A investigação revela que o projetor de Ordinary estava dentro da Casa Antiga. Depois de anos estudando o aparelho, a FBC utilizou um dos slides sobreviventes para acessar a dimensão onde Hedron estava localizado.

Foi dessa pesquisa que Darling extraiu a ressonância usada nos HRAs.

Mas outra pessoa também entrou em contato com algo do outro lado: Zachariah Trench.

Trench foi contaminado antes da invasão

Durante uma expedição através do projetor, Trench entrou em contato com a ressonância do Hiss. A influência foi lenta. Em vez de transformá-lo imediatamente em uma criatura, o Hiss começou a alterar sua percepção.

Trench passou a acreditar que Hedron era a verdadeira ameaça e que Darling estava sendo manipulado. O Hiss explorou sua paranoia até convencê-lo de que precisava agir.

Foi Trench quem utilizou o projetor para abrir a porta para o Hiss.

A invasão da FBC, portanto, não começou com um exército atravessando uma parede. Começou com o próprio Diretor da organização sendo convencido de que estava salvando o Bureau.

Darling percebe o que está acontecendo

Enquanto Trench cai sob a influência do Hiss, Darling se aproxima cada vez mais da ressonância de Hedron. Ele percebe a ameaça e cria os HRAs para proteger os funcionários.

Suas últimas gravações mostram um homem que parece ter ultrapassado algum limite. Darling desaparece antes dos acontecimentos principais do jogo, e Control não apresenta uma resposta simples sobre seu destino.

O importante é que seu trabalho mantém parte da FBC viva tempo suficiente para Jesse chegar.

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Hedron é destruído

Jesse finalmente chega até Hedron, mas o Hiss invade a área. Apesar de seus esforços, a estrutura que contém a entidade entra em colapso.

Hedron parece morrer.

E, pela primeira vez, Jesse deixa de ouvir Polaris.

Sem aquela proteção, o Hiss invade sua mente.

O falso final de Control

Control então engana o jogador deliberadamente. Os créditos aparecem de maneira abrupta e Jesse surge presa em uma versão distorcida da burocracia da FBC, trabalhando como uma funcionária comum.

É uma realidade mental construída pelo Hiss. Jesse é forçada a repetir tarefas, aceitar ordens e abandonar sua identidade.

A sequência é importante porque a batalha final não é simplesmente contra uma criatura. Jesse precisa recuperar a própria consciência.

Ela percebe que Polaris não era apenas algo externo preso dentro de Hedron. A ressonância também existe nela.

Jesse encontra Polaris dentro de si e rompe a influência do Hiss.

Jesse aceita ser a Diretora

Depois de escapar da ilusão, Jesse alcança Dylan e impede que o Hiss utilize o projetor para ampliar a invasão.

O projetor é desligado. Dylan cai em coma. A presença do Hiss dentro da Casa Antiga, entretanto, não desaparece completamente.

Por isso, o lockdown permanece ativo.

Jesse começou a história rejeitando a FBC. Para ela, o Bureau era a organização que roubou seu irmão e passou anos escondendo a verdade. No final, ela não passa a acreditar cegamente na instituição. O que muda é sua relação com o poder.

Ela decide assumir de verdade o papel de Diretora e transformar o Bureau por dentro.

O que o final realmente significa?

O final de Control é menos sobre Jesse derrotar o Hiss e mais sobre ela recuperar controle sobre a própria história.

Durante anos, Jesse foi definida pelo que aconteceu em Ordinary. Dylan foi definido pela FBC. Trench foi manipulado pelo Hiss. Até o cargo de Diretor parece estar subordinado às decisões do Board.

Quando Jesse aceita o posto, ela não está simplesmente obedecendo. Ela está reivindicando a posição.

Mas várias perguntas permanecem abertas: o que exatamente é The Board? O que aconteceu com Darling? O Hiss pode realmente ser eliminado? Qual é a verdadeira natureza da Casa Antiga? E por que Dylan teve sonhos tão estranhos sobre ele e Jesse?

As expansões The Foundation e AWE começam a responder algumas dessas perguntas — e abrem outras ainda maiores.

Continue a história

Próxima parte: Qual a LORE de Control? Parte 2 — The Foundation, AWE e a conexão com Alan Wake.

É em AWE que Control deixa qualquer dúvida de lado: Alan Wake e Control fazem parte oficialmente do mesmo universo conectado da Remedy. O caso de Bright Falls já estava nos arquivos da FBC muito antes de Jesse assumir a direção.

Continue a história

Parte 2 — The Foundation, AWE e a conexão com Alan Wake

Para seguir pelo outro lado do universo conectado, comece também por Qual a LORE de Alan Wake? Parte 1.

E veja a curiosidade sobre o prédio real de Manhattan que inspirou a Casa Antiga.

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Gennesys Fundadora & Diretora Editorial

Autoria editorial oficial do PatchNexo

Fundadora e Diretora Editorial do PatchNexo, gamer apaixonada por RPGs, MMORPGs e novas descobertas. Une sua experiência em comunicação digital, SEO e tecnologia ao jornalismo de games.

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