7 jogos indie brasileiros para conhecer na BGS 2026
Hell Clock, A Investigação Póstuma, Bloodfang, AFANTASIA e outros projetos mostram a diversidade da área indie da BGS 2026.
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A área indie da BGS 2026 reúne dezenas de projetos e mostra uma variedade que vai muito além do clichê de “jogo brasileiro pequeno”. Há RPGs, terror, point-and-click, soulslike, roguelite, coop arcade e projetos inspirados diretamente em história e literatura brasileiras.
Hell Clock leva Canudos para um ARPG roguelike
Da brasileira Rogue Snail, Hell Clock mistura ação, progressão roguelike e fantasia sombria em um universo inspirado pela Guerra de Canudos. O jogo já conquistou uma base relevante de jogadores e chega à BGS como um dos projetos nacionais mais conhecidos da área indie.
A Investigação Póstuma transforma Machado de Assis em mistério noir
O jogo da Mother Gaia Studio imagina um Rio de Janeiro de 1937 no qual o jogador investiga o assassinato de Brás Cubas. A história mistura personagens e referências de Memórias Póstumas, Dom Casmurro, O Alienista e Quincas Borba.
É um dos exemplos mais claros de como um game brasileiro pode usar referências locais sem parecer aula de literatura.
Bloodfang transforma emoções em sistema de combate
O action RPG soulslike da Ignite Dreams usa Raiva, Tristeza e Medo como elementos de progressão e poder. A proposta é fazer emoções participarem mecanicamente do combate, não apenas da história.
A demo estará disponível na feira e a equipe poderá conversar diretamente com jogadores.
AFANTASIA aposta em estética de PS1 e narrativa fragmentada
Desenvolvido pelo brasileiro Leon Stevans, AFANTASIA acompanha um garoto sem memória em uma cidade estranha e usa uma estética inspirada na era do primeiro PlayStation.
O projeto mistura exploração, narrativa e point-and-click, com uma identidade visual que se destaca em meio a tantos jogos focados apenas em ação.
Onikura mistura Celeste com estrutura de boss rush
O projeto da Too Dark Studios é um boss rush 2D de plataforma que cita referências como Celeste e Hollow Knight. A progressão ocorre à medida que cada chefe derrotado concede novas habilidades ou melhorias ao personagem.
POPAPOM foi pensado para jogar em grupo
A Nebula Devs leva POPAPOM: A Tale of Dreams and Monsters, um roguelite arcade em pixel art para até quatro jogadores. Cada partida reorganiza arenas, inimigos e itens, incentivando cooperação e replay.
TUPI usa fantasia inspirada no Brasil do século XVI
TUPI: A Lenda de Arariboia, da Mito Games, mistura RPG tático, roguelite e coleção de criaturas em um universo baseado em elementos históricos e culturais brasileiros.
É um projeto interessante justamente por procurar identidade fora das referências medievais e japonesas mais comuns no gênero.
Por que a área indie merece prioridade
Grandes estandes costumam dominar fotos e filas, mas a área indie é onde é mais fácil encontrar desenvolvedores diretamente, fazer perguntas e descobrir jogos antes que algoritmos ou grandes campanhas de marketing coloquem esses projetos no radar.
Para o PatchNexo, esse é um espaço especialmente valioso: indies permitem cobertura própria, entrevistas e primeiras impressões que dificilmente serão idênticas às de dezenas de portais.
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Autoria editorial oficial do PatchNexo
Fundadora e Diretora Editorial do PatchNexo, gamer apaixonada por RPGs, MMORPGs e novas descobertas. Une sua experiência em comunicação digital, SEO e tecnologia ao jornalismo de games.

