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Jailbreak por software chega ao Switch 2, e a Nintendo tira SmileBASIC 4 da eShop

Pesquisadores de segurança publicaram o primeiro jailbreak executado via software no Switch 2. Como resposta imediata para conter a disseminação do método de desbloqueio, a Nintendo começou a remover o aplicativo das suas lojas digitais (eShop).

Draco

Redator de Notícias

Atualizado há pouco
5 min de leitura
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Jailbreak por software chega ao Switch 2, e a Nintendo tira SmileBASIC 4 da eShop

O Switch 2 ganhou seu primeiro jailbreak público por software. Em 18 de outubro, o pesquisador de segurança Sammy Hajhamid, conhecido como pepsipu, publicou o ns2jb, um exploit que funciona no firmware 23.0.1, o mais recente do console, sem precisar de modchip. Ele permite rodar código nativo, homebrew e mods, e foi demonstrado com personagens não licenciados dentro de Mario Kart World. A prova de que o sistema pode ser aberto sem alterar o hardware é o que torna a novidade importante, mas a brecha está longe de ser um desbloqueio completo: o ns2jb é “tethered”, ou seja, precisa ser refeito a cada reinicialização, e a própria Nintendo já reagiu retirando da eShop o jogo usado como porta de entrada.

Jailbreak por software chega ao Switch 2, e a Nintendo tira SmileBASIC 4 da eShop

Esse jogo é SmileBASIC 4, um aplicativo de programação do Switch original, vendido por US$ 25, que roda no Switch 2 graças à retrocompatibilidade. O caminho até o sistema acontece em duas etapas: uma falha de estouro de inteiro no interpretador do SmileBASIC 4 dá o primeiro acesso à memória, e uma segunda falha no serviço de arquivos do console eleva as permissões e consegue passar pelas verificações de assinatura, ao comprometer justamente o componente que fornece os dados a serem verificados. O resultado, segundo Hajhamid, é um acesso que permite rodar homebrew, fazer engenharia reversa e criar mods para jogos do Switch 2, copiar saves para fora do console e acessar a maior parte dos periféricos. O próprio autor admite que ainda não há exploit de kernel, e outros módulos do sistema seguem inexplorados.

Hajhamid diz que, até onde sabe, é o primeiro jailbreak do Switch 2, e a alegação encontrou respaldo na comunidade. O desenvolvedor Gezine, que revelou recentemente um exploit de userland diferente, que afeta o Switch original e o Switch 2, afirmou ter conversado com o pesquisador e considera o trabalho legítimo. Ainda assim, quem imagina um “desbloqueio de um clique” vai se decepcionar. Segundo o relato do autor, o processo exige um computador com macOS ou Linux e Node.js 22 ou superior, a versão 4.4.9 do SmileBASIC 4 e mais de 20 MiB livres no save do jogo. Ele não instala firmware customizado, não sobrevive a um reinício e não dá controle total do aparelho. Para o jogador comum, portanto, nada muda por enquanto: o ns2jb é uma ferramenta para desenvolvedores, modders e pesquisadores.

A reação da Nintendo veio em questão de horas. SmileBASIC 4 sumiu da eShop nos Estados Unidos, na Europa, no Reino Unido e em outras regiões, sem comunicado oficial da empresa, segundo a Nintendo Life. Quem já tem o jogo na biblioteca continua com ele, o que explica a corrida de usuários do fórum
para comprar o aplicativo e deixar o console offline antes de uma possível atualização. A medida repete o que a Nintendo fez em 2016, quando o SmileBASIC original foi retirado da eShop do 3DS depois de um exploit de homebrew. Veículos como XDA e Android Authority apostam que a falha no serviço de arquivos será corrigida em um próximo firmware, mas isso é especulação, sem confirmação da empresa.

Codex ajudou, mas não fez tudo sozinho

O outro ponto que dominou a discussão foi o papel da inteligência artificial. Hajhamid usou o Codex, da OpenAI, em um ambiente de testes que ligava o agente ao console físico, e o agente encontrou falhas-chave, como o erro no interpretador do SmileBASIC e um objeto útil no serviço de arquivos. Mesmo assim, o autor afirma que o jailbreak exigiu cerca de duas semanas de “esforço substancial”, e que uma primeira meta dada ao Codex, a de conseguir execução de código dentro de um jogo, não deu certo. Coube a ele mudar de estratégia e partir para jogos do Switch 1. A parte mais rápida foi o mod de Mario Kart World, que o autor descreveu como feito em um dia, com a IA, apenas por diversão. Nele entram Cinnamoroll, Peter Griffin, Hatsune Miku e Red, de Angry Birds, e alguns veículos também citam Steve, de Minecraft, e Walter White. A leitura mais precisa, portanto, é de uma pesquisa assistida por IA, com um humano escolhendo o caminho, e não a de um console “invadido pela IA”.

Fontes consultadas: Notebookcheck; Android Authority; XDA Developers; TechSpot; Nintendo Life; The Loadout; The Verge (via resumo); blog do autor (pepsipu.com), citado pelos veículos.

Ficha do Lançamento
Plataformas:Nintendo Switch

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Draco Redator de Notícias

Autoria editorial oficial do PatchNexo

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